Educação como pano de fundo!

Sociologicamente a educação deveria estar entre as prioridades nas políticas públicas. Deveria ser o pano de fundo em todas as sociedades. As diferentes culturas, como as indígenas, por exemplo, tratam a educação de suas crianças e jovens com muita seriedade. Trata-se de preservar a própria sociedade indígena. Por que nas sociedades como a brasileira (que tenta incluir as diferenças) ainda está em passos de tartaruga e só apostando na educação quando os jornais noticiam fracassos e fiascos da educação? Precisamos virar notícia para termos uma política educativa de qualidade? Ainda aguardo a inclusão digital da educação nesses primeiros anos do novo século.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Em 2012- Inteligências múltiplas – socializando o seu EU

O ano de 2012 mal começou e já estamos preocupados em como ele poderá ser prazeroso - Pelo menos, pedagogicamente falando!


O texto trata de como a mídia e as tecnologias da informação e da comunicação se transformaram em grandes mediadores na sociedade atual. Mas, nem toda a população está plenamente preparada para lidar com a grande quantidade de informações que circulam na nova realidade. Pois essa informação, compilada em “conteúdo” a serem trânsitos pelo sistema educacional não manteve o ritmo com as expectativas da sociedade e as necessidades para o mundo em rápida mutação do século XXI. Assim procuraremos responder a seguinte pergunta:
“Ambiente de trabalho cooperativo e colaborativo: como criar um foco de aprendizagem individualizada nesse contexto?”
Introdução
A fim de ter sucesso no processo educativo neste século XXI as escolas devem se preparar para terem um corpo docente  que deverão ser aprendizes ao longo da vida.
A educação para esse século é um desafio que exige uma mudança pedagógica para transmitir um corpo de conhecimento que não pode mais ser ensinado como era: decorar fatos, locais e nomes, por exemplo. É preciso compreender porque se deu o fato, suas causa, consequências, acertos e erros. Assim, elaborar uma forma de tornar situações semelhantes às já passadas em acertos e sucessos.
Com base na Psicologia Cognitiva, o professor pode determinar todas as habilidades necessárias para liderar até o comportamento desejado e fazer os alunos aprenderem, todos eles, para se tornarem alunos ao longo da vida. 
A partir da divisão das tarefas e responsabilidades até sua apresentação final.
Avanços em tecnologia educacional contribuíram e apoiaram este movimento para a abordagem cognitiva. Com diversos softwares e a internet de fundo que auxilia na criação de um ambiente multimídia para aprendizagem colaborativa.
A aprendizagem pela descoberta é uma abordagem através da qual os alunos interagem com seu meio ambiente explorando e manipulando objetos, discutindo entre seus pares e realizando seus próprios experimentos até a chegada de um consenso ou acerto. A ideia é que os alunos são mais propensos a lembrarem-se dos conceitos que descobrem por conta própria. 
Os professores descobriram que a aprendizagem pela descoberta é a mais bem sucedida quando os alunos têm conhecimento prévio e são estimulados a partirem para algumas experiências estruturadas. Isto é, experiências previamente planejadas pelos seus “tutores” (professores).
A tecnologia moderna pode agora fornecer um ambiente virtual para os alunos explorarem e fazerem seus experimentos de forma coordenada e previamente estabelecida, com estímulos e desafios para, não encontrarem facilmente as respostas, mas perceberem que depois de tentativas, sempre replicadas, chegarão ao sucesso. Esse tipo de ambiente é encontrado na EDUCOPÉDIA.
Esse tipo de mentalidade, aberta, inovadora, dará aos alunos a oportunidade de compartilhar uma ampla variedade de tipos de inteligência aumenta sua confiança e crença em si mesmos, como aprendizes inteligente e competente, que não importa o que a tarefa que eles serão capazes de aprender a fazê-lo.
Assim, os professores, ajudando-os a desenvolverem as habilidades necessárias para se tornarem alunos ao longo da vida vai requere dos mesmos, isto é dos profissionais da educação envolvidos, uma abordagem diferente para o ensino e a aprendizagem. 
Os métodos de ensino usados até recentemente como a transmissão e recepção do conteúdo, embora ainda eficaz para algumas habilidades, está dando lugar a uma abordagem mais cooperativa. Esta abordagem, com uso das novas tecnologias, que envolve os alunos e os estimula a trabalharem juntos em direção a objetivos comuns. Os atuam professores servindo como “especialista”', e “facilitadores” da aprendizagem, em determinados momentos  e, às vezes, simplesmente saindo do caminho (“humildade pedagógica”) e deixando os alunos descobrirem as coisas por si mesmos. 
Qual é o papel das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação neste movimento? A resposta está em: “o quanto, eu – educador- estou disponível para ousar e me apropriar na mesma”!
A plataforma ou “foco” priorizado estará apoiando as escolhas que os professores fazem a cada passo do caminho: fornecendo o ambiente, o conteúdo, a experiência, e o lugar para os alunos “juntarem tudo” para partilhar com outros estudantes, e com o mundo.

Angela dos Santos Araújo
Professora da Rede Municipal de Educação do Município do Rio de Janeiro
Educopedista – Designer de Objetos de Aprendizagem

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

WebQuest


Proposto por é uma investigação cujas fontes são sobretudo, informações veiculadas no ciberespaço. É modelo criado pelo Prof. Bernie Dodge e Tom March, em 1995, onde o Prof. Bernie enfatiza que "devemos saber para fazer e não apenas saber por saber", tendo como alma da Webquest as tarefas. a WEBQUEST, por ser uma página na internet, feita pelo professor, apresentando aos alunos uma tarefa a ser cumprida com base nos conteúdos trabalhados durante as aulas vem a aproximar a realidade aos estudantes.
A webquest consiste em uma metodologia de pesquisa orientada da Web, em que quase todos os recursos utilizados são provenientes da mesma.  Os sites para pesquisa são selecionados, ou indicados, pelo professor, porém, os alunos podem realizar buscas em sites equivalentes. Percebe-se aí um caminho para o desenvolvimento da autonomia e criticidade dos alunos. E permite, também, ao professor se tornar um agente democrático. Aquele que de repente aprende com quem de repente ensina.
A estrutura de uma WebQuest também é muito interessante. Apesar de ser uma atividade usando as NOVAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO e INFORMAÇÃO (NTIC’s) ela divide-se como qualquer atividade dita “tradicional”. Constitui-se em (1) introdução, (2) tarefa, (3) processo, (4) recursos e (5) avaliação.
A intenção de Bernie Dodge era criar um curso para ensinar professores a usar a internet de tal modo que seus alunos se envolvessem em tarefas estimulantes e a aposentar, assim, os "velhos modos de pensar". Mas para que esse aprendizado realmente aconteça o professor deve direcionar as atividades de forma a tornar o aluno co-produtor do processo. Para desenvolver uma WebQuest é necessário criar um site que pode ser construído com um editor de HTML, serviço de blog ou até mesmo com um editor de texto que possa ser salvo como página da Web.
Acredito que o futuro das webquests é incorporar objetos de aprendizagem para tornar mais dinâmico o processo da pesquisa. Esses objetos de aprendizagem poderão ser feitos ou pelo próprio professor, ou pesquisados em sites ou, uma ideia bem legal, seriam os alunos produzirem objetos de aprendizagem com o que aprenderam no webquest.
 “A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade. (José M. Moran)